Cinco erros de fluxo de caixa que quebram empresas saudáveis
Faturar bem não é a mesma coisa que ter dinheiro em caixa. Os descuidos mais comuns que vemos no dia a dia do escritório — e como corrigir cada um.
A maioria das empresas que fecha as portas não fecha por falta de vendas. Fecha porque o dinheiro não estava disponível no dia em que a conta venceu. Fluxo de caixa é o retrato do tempo do dinheiro, e é onde mora quase todo problema financeiro que chega até nós.
1. Misturar a conta da empresa com a conta pessoal
É o erro número um. Quando o Pix do mercado sai da conta da empresa, o resultado do mês deixa de existir como informação. Separe as contas e defina um pró-labore fixo — mesmo que modesto no começo.
2. Confundir lucro com saldo
Uma venda parcelada em seis vezes vira lucro no mês da emissão, mas só vira caixa ao longo de meio ano. Empresas em crescimento rápido são justamente as que mais sofrem: quanto mais vendem, mais capital de giro precisam.
3. Não projetar os próximos 90 dias
Olhar só para o extrato de hoje é dirigir olhando o retrovisor. Uma planilha simples com entradas e saídas previstas semana a semana já antecipa o aperto com tempo de negociar prazo com fornecedor ou banco.
4. Esquecer as despesas sazonais
13º, férias, IPVA, seguro, licenças anuais. Todas são previsíveis e nenhuma costuma estar na conta. Provisione um duodécimo por mês e o susto de dezembro desaparece.
5. Tomar decisão sem falar com a contabilidade
Comprar equipamento, contratar, mudar de regime, antecipar recebível — cada uma dessas decisões tem efeito tributário e de caixa. Uma conversa de quinze minutos antes evita meses de correção depois.
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