Simples, Presumido ou Real: como escolher o regime certo
A escolha do regime é a decisão que mais mexe no seu resultado — e ela pode ser revista a cada ano. Um guia direto sobre o que pesa na conta.
Não existe regime bom ou ruim, existe regime adequado ao seu perfil de faturamento, margem e folha de pagamento. A conta muda de empresa para empresa, e é por isso que ela precisa ser refeita todo ano, antes do prazo de opção em janeiro.
Simples Nacional
Recolhe vários tributos numa guia só e simplifica a rotina. Costuma ser vantajoso para empresas de faturamento menor e folha relevante — o Fator R, que compara folha com receita, muda completamente a alíquota de muitos prestadores de serviço. Atenção: setores e atividades específicas ficam de fora.
Lucro Presumido
O lucro é presumido por um percentual fixo da receita, o que favorece quem tem margem alta e folha pequena. Comércio e indústria com boa margem, imobiliárias e parte dos serviços frequentemente pagam menos aqui que no Simples.
Lucro Real
Tributa o lucro efetivamente apurado. É obrigatório acima de R$ 78 milhões de receita e passa a ser interessante para quem opera com margem apertada, prejuízo fiscal a compensar ou muitos créditos a aproveitar.
O que fazer na prática
Levante o faturamento dos últimos doze meses, a folha, a margem por linha de produto e os créditos disponíveis; simule os três cenários. É esse comparativo — e não a impressão de que “o Simples é sempre mais barato” — que deve decidir.
E a Reforma Tributária?
A transição para IBS e CBS altera a lógica de créditos e tende a mudar o cálculo para quem está no Lucro Presumido e no Lucro Real. Quem está no Simples Nacional segue com cronograma e regras próprias — vale acompanhar, sem generalizar.
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